Temos que manter o ritmo de inovação que conquistamos, alerta Arthur Igreja

Temos que manter o ritmo de inovação que conquistamos, alerta Arthur Igreja

Fechando o dia, o palestrante referência em inovação disruptiva, Arthur Igreja, emocionou-se ao voltar ao palco do HOJE pela terceira vez. “Não canso de elogiar este evento, de elogiar Concórdia. Que saudade de eventos como este, presenciais”.

 

O tema do palestrante foi o consumir 4.0 e os desafios que vêm pela frente. Na visão de Igreja, o futuro será um desafio, porque teremos que recombinar as coisas, o analógico e o digital. “Falo inovação sempre na perspectiva de um novo olhar sobre as coisas. O problema é que muitas empresas ainda oferecem o que ofereciam duas décadas atrás e se recusam a inovar, a acompanhar o ritmo do desenvolvimento, no melhor estilo 'my way or the highway'”. Este, segundo ele, é o caminho da extinção.

 

Ele ressalta que é preciso desassociar a ideia da inovação com os grandes movimentos de disrupção, que alteram estruturalmente o mundo e os negócios. “Pouquíssimas pessoas e organizações mudarão o mundo. Mas, podemos aprender com as empresas que mudam o mundo e adaptar esse conhecimento, aplicando-o para melhorar as experiências proporcionadas pelas nossas empresas”.

 

E o momento é ideal porque, segundo Igreja, a pandemia nos forçou a estar focados no presente e a identificar no agora as oportunidades de crescimento. “Pensamos que inovamos na pandemia, mas se pensarmos bem vamos perceber que, nos últimos 18 meses, incorporamos coisas pré-existentes, às quais éramos resistentes. Escutei várias pessoas dizendo que o mercado não tinha mais fronteiras, mas as únicas fronteiras que nos limitavam eram as mentais. Por exemplo, o e-commerce não apareceu na pandemia: já existia há muito".

 

Ele continua: “O futuro não é problema, mas o fato de estarmos parados em algum ponto do passado. Normalmente, cada empresa estava em um tempo diferente do passado. Mas, inovação é estar conectado no que está acontecendo agora. A pandemia nos obrigou a estarmos no agora. Nosso maior freio somos nós mesmos. Temos que manter o ritmo de inovação que conquistamos".