Crises servem para nos obrigar a fazer coisas novas

Crises servem para nos obrigar a fazer coisas novas

O benefício das crises também foi abordado por outro palestrante: doutor em Ciências da Educação, mestre em Arte e Cultura e coordenador do Núcleo de Estudos de Agronegócio da ESPM de São Paulo, Luiz José Tejon, que trouxe o tema da importância do marketing para empresas do agronegócio.

 

Crises servem para nos obrigar a fazer coisas novas. É o incômodo que promove o movimento adiante. Mas atenção, porque há duas condutas frente ao incômodo: aprender ou culpar. A primeira leva ao desenvolvimento, já a segunda ao fracasso rotundo”.

 

Ao público presente no Evento HOJE, Tejon indicou uma regra de ouro do empreender: não olhar para a demanda que se pode identificar. “Pense naquilo que o mercado ainda não sabe que precisa. Empreendedores oferecem soluções para problemas que ainda não foram percebidos. O agronegócio, por exemplo, passa por transformações importantes e a percepção de todos os envolvidos precisa se adaptar. Não se fala mais em agrobusiness. Agora falamos em Food Citizenship, que extrapola o plantar, o colher, a semente, o transporte, o alimento", explica. Food Citizenship explora a idea de que os indivíduos não são apenas consumidores na ponta da cadeia, mas participantes ativos e críticos em um sistema alimentar.

 

“Este é o novo agronegócio, que está comprometido com a sustentabilidade, a saúde, a cidadania, a responsabilidade e a colaboração. Essa mudança já está em curso há algum tempo e exige rapidez para ser incorporada”.